Algodão 'deslancha' e exportações crescem acima de 900% em MT

12/07/2012

As exportações do agronegócio mato-grossense atingiram no final de junho a cifra de US$ 7.037 bilhões, alta de aproximadamente 40% na comparação com o primeiro semestre do ano passado, quando totalizaram US$ 5,031 bilhões, indicou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Absoluto o complexo de soja (soja em grão, farelo e óleo) se mantém na posição de número um na lista dos itens mais embarcados pela unidade federada neste período. Ao todo foram US$ 5,8 bilhões ante US$ 3,7 bilhões movimentados em 2011.

Mas apesar de ocupar o posto de principal produto do agronegócio estadual, o crescimento nos embarques do complexo de soja foi superado por outro produto: algodão. A cultura foi a que apresentou o maior crescimento em vendas entre um semestre e outro, de acordo com o Mapa. As vendas ao exterior, que entre janeiro a junho de 2011 totalizaram US$ 30,2 milhões, cresceram expressivamente e em 2012 já somam US$ 324,1 milhões.

Ritmo crescente nas exportações da pluma e já esperado, lembra Elisa Gomes, analisa de mercado do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Tendência também de o estado manter o mesmo patamar de alta nos próximos meses com a pluma que começa a ser beneficiada.

A colheita ganhou espaço nas lavouras e até a última semana chegou a 13% da área. "As exportações cresceram em função do estoque e está associado também à dependência de Mato Grosso para embarcar. A alta era esperada porque havia um estoque no final do ano passado e alto", ponderou a especialista, ao Agrodebate. As operações realizadas via Mato Grosso vão contribuir com o resultado final brasileiro.

O país deve ser ao final da safra 2011/12, o terceiro maior exportador mundial e embarcar um milhão de toneladas do produto, estima o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA - sigla em Inglês).

Sozinho Mato Grosso deve contribuir com 51% da produção nacional, com 982 mil toneladas, aumento de 5,1% em relação a 2010/11, frisa Elisa Gomes, do Imea.

Fonte: Agrodebate