Área de plantio da safrinha deve ser bem maior este ano

23/01/2012

Na propriedade de Leonildo Bares, em Sinop, norte de Mato Grosso, serão cultivados 600 hectares de milho safrinha. O serviço vai começar depois da colheita de soja e o agricultor conta que, este ano, levou um susto com a correria na hora de comprar a semente. “Quem atrasou um pouquinho para fazer a aquisição da semente de milho, quando foi na última hora procurar, já não conseguiu a variedade que gostaria ou que tem costume de plantar”, comenta.

É com base nessas vendas que as cooperativas do norte de Mato Grosso calculam um aumento 30% na área de milho safrinha este ano.

No município de Sorriso, os distribuidores de sementes dizem que, por causa da grande procura, houve aumento no preço da saca de semente. “Quem hoje optar por plantar milho de alta tecnologia, de alta produtividade, vai pagar mais caro. Tem variedade que chegou a subir 30% o valor da saca de semente”, explica Leonardo Ceravolo, gerente da revenda.

Paraná
Na região oeste do Paraná, onde o plantio do milho safrinha já está começando, as primeiras cargas de sementes já estão deixando a Cooperativa de Cascavel rumo às fazendas. Quase todo o estoque foi vendido ainda em dezembro e este ano houve um aumento de 30% nas encomendas: de 32 mil sacas para 46 mil.

Por causa da procura, o preço da saca de semente de primeira linha teve um aumento de 21%. No campo, os produtores já estão botando as plantadeiras para funcionar.

Depois da quebra na safra de verão por causa da estiagem, é no milho que os agricultores apostam para as lavouras de inverno. O produto, a cada ano, ganha mais espaço no Paraná.

De acordo com a Secretaria da Agricultura, esta será uma safrinha recorde, com 10% de aumento de área no estado. A produção estimada é ainda mais otimista, deve chegar a 9,300 milhões de toneladas, um acréscimo de 48% em relação à safrinha do ano passado.

A aposta no milho safrinha tem a ver também com os maus resultados do trigo, outra lavoura de inverno que os agricultores do Paraná plantam depois da soja. "O produtor vem de um período de duas ou três safras com problemas na comercialização, o que favorece o milho segunda safra", explica Jovir Esser, economista do Deral.

Fonte: G1 Globo