Balanço da feira reforça otimismo do segmento de maquinário agrícola

Imagem: Christophe Libert, SXC Imagem: Christophe Libert, SXC

09/05/2012

A 19ª Feira de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow) ultrapassou os R$ 2 bilhões previstos em negócios na última semana, de acordo com o balanço divulgado pela organização do evento na sexta-feira, dia de encerramento. Superior aos R$ 1,75 bilhão de 2011, o resultado deste ano reforça o otimismo do segmento de máquinas e implementos agrícolas, que espera crescimento de 10% a 15% para este ano, em relação ao anterior, quando faturou R$ 10 bilhões.
"O preço das commodities e a abundância de financiamento, com juros próximos de zero: acho que esse conjunto de fatores, mais a tradição e o otimismo da feira, justificam o resultado", disse o presidente da Agrishow, Maurílio Biagi, ao DCI . O representante acredita na existência de uma "demanda reprimida" do agronegócio, em função de seis anos sem crescimento de área produtiva no Brasil.
A feira foi montada sob ameaça de chuva e vendaval, e chegou a ter tendas arrastadas pelo vento no início da semana. Porém, mesmo com as fortes chuvas de segunda-feira, bateu recorde de público e vendas no primeiro dia de realização. Casos como o de um grupo de 22 produtores da região de Sorriso (MT), que fechou junto a compra de 50 máquinas, embasou o sucesso do evento.
Passaram pela feira cerca de 135 mil pessoas, em uma área de 360 m², na cidade de Ribeirão Preto no interior de São Paulo. O espaço foi concedido à organização da Agrishow para os próximos trinta anos, reforçando as expectativas quanto à importância da feira.
"Isso vai baratear o custo do expositor. Vamos construir uma sede de alvenaria. Esse espaço, daqui a uns cinco anos, vai poder sediar novos eventos", afirmou Biagi, em frente à sede - ainda em formato provisório - da última edição.
Banqueiros e industriais
Considerada o termômetro de um segmento movido a crédito, a Agrishow reuniu pelo menos dois dos maiores bancos do Brasil - Bradesco e Santander -, que registraram crescimento na procura por crédito acima de 15%. O Bradesco vendeu 30% a mais de dinheiro para financiamento de máquinas e implementos agrícolas do que havia fechado em contratos na edição anterior, de acordo com um porta-voz da feira.
As empresas do ramo explorado pelo evento também tiveram resultados positivos no comparativo, segundo a equipe de comunicação da Agrishow. A Jumil relata um crescimento de 35% em vendas. A Tatu Marchesan, de 50%. A Saci, 40%. Gigantes como a Agco (Valtra e Massey Fegusson) e a John Deere apresentaram planos e tendências do mercado.
Uma rodada de negócios internacional, que envolve oito países e o Brasil, movimentou US$ 400 milhões.
A 19ª Feira de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow) ultrapassou os R$ 2 bilhões previstos em negócios na última semana, de acordo com o balanço divulgado pela organização do evento na sexta-feira, dia de encerramento. Superior aos R$ 1,75 bilhão de 2011, o resultado deste ano reforça o otimismo do segmento de máquinas e implementos agrícolas, que espera crescimento de 10% a 15% para este ano, em relação ao anterior, quando faturou R$ 10 bilhões.

"O preço das commodities e a abundância de financiamento, com juros próximos de zero: acho que esse conjunto de fatores, mais a tradição e o otimismo da feira, justificam o resultado", disse o presidente da Agrishow, Maurílio Biagi, ao DCI . O representante acredita na existência de uma "demanda reprimida" do agronegócio, em função de seis anos sem crescimento de área produtiva no Brasil.

A feira foi montada sob ameaça de chuva e vendaval, e chegou a ter tendas arrastadas pelo vento no início da semana. Porém, mesmo com as fortes chuvas de segunda-feira, bateu recorde de público e vendas no primeiro dia de realização. Casos como o de um grupo de 22 produtores da região de Sorriso (MT), que fechou junto a compra de 50 máquinas, embasou o sucesso do evento.

Passaram pela feira cerca de 135 mil pessoas, em uma área de 360 m², na cidade de Ribeirão Preto no interior de São Paulo. O espaço foi concedido à organização da Agrishow para os próximos trinta anos, reforçando as expectativas quanto à importância da feira.

"Isso vai baratear o custo do expositor. Vamos construir uma sede de alvenaria. Esse espaço, daqui a uns cinco anos, vai poder sediar novos eventos", afirmou Biagi, em frente à sede - ainda em formato provisório - da última edição.

Banqueiros e industriais
Considerada o termômetro de um segmento movido a crédito, a Agrishow reuniu pelo menos dois dos maiores bancos do Brasil - Bradesco e Santander -, que registraram crescimento na procura por crédito acima de 15%. O Bradesco vendeu 30% a mais de dinheiro para financiamento de máquinas e implementos agrícolas do que havia fechado em contratos na edição anterior, de acordo com um porta-voz da feira.

Uma rodada de negócios internacional, que envolve oito países e o Brasil, movimentou US$ 400 milhões.

Fonte: DCI