Boas práticas no campo e na indústria podem evitar queda de rendimento da cana bisada

Imagem: Jesuino Souxa, SXC Imagem: Jesuino Souxa, SXC

04/03/2016

Muitas usinas estão antecipando a moagem da safra 2016/2017 e já se depararam com um desafio: colher e processar a cana bisada do ano passado. Uma realidade devido à grande quantidade de chuva em 2015. Por isso, a 1ª Aula/Palestra do Curso Agroindustrial da UniUDOP deste ano abordou o tema: Cana bisada - reflexos na qualidade da matéria-prima e no processamento industrial.

Durante a apresentação, a professora explicou que a cana bisada pode representar uma dificuldade a mais tanto no campo como na indústria, por isso, as duas áreas devem se unir para minimizar os possíveis efeitos negativos. Mas com sinergia e planejamento, as usinas podem manter um bom rendimento da matéria-prima.

"É um trabalho em conjunto das áreas agrícola e industrial para manter o bom rendimento. Na agrícola é necessário fazer um esforço para diminuir a quantidade de ponteiras levadas para a usina e, na indústria, a limpeza a seco facilita a eliminação das impurezas", afirmou Márcia Mutton, professora da Unesp, palestrante do curso.

O Diretor Agrícola do Grupo Clealco, Cássio Paggiaro, apresentou um estudo de caso sobre como ele e a equipe vem lidando com a cana bisada na unidade em Clementina, interior de São Paulo. Já o Supervisor de Produção Industrial do Grupo Raízen, Lucas Bombach explicou para os participantes de que forma eles estão compensando a falta de qualidade da matéria-prima quando ela chega na indústria.

"Estamos trabalhando com base nas melhores práticas, priorizando o tratamento de caldo para melhorar o rendimento da matéria-prima. Adotando essas medidas, nós estamos conseguindo manter a boa produtividade", explicou Bombach.

Fonte: Agência Udop, escrita por Patrícia Mendonça