Brasil se consolida como exportador de milho

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28/05/2014

O Brasil está realmente se consolidando como um grande exportador de milho ou só se aproveitou de um cenário de escassez de produto devido a problemas nos EUA e na Argentina, dois dos grandes participantes desse mercado?

O Brasil saiu de uma exportação de 10 milhões de toneladas em 2011 para 20 milhões em 2012 e 27 milhões em 2013. Neste ano, as vendas não deverão ficar muito distantes das de 2013.

Leonardo Sologuren, da consultoria Clarivi, diz que são as duas coisas. O país se aproveitou de situação oportunista de mercado nos últimos anos, mas o cenário para a frente deve levar à consolidação no mercado externo.

Sologuren diz que três fatores foram importantes para o Brasil elevar as exportações. Um deles foi a interferência do governo argentino no mercado de milho, elevando impostos e dando vantagens ao produto brasileiro.

A quebra de safra nos EUA, principal produtor mundial, também foi decisiva para o avanço do país no mercado externo. Até mesmo os norte-americanos, tradicionais exportadores de milho, vieram ao mercado brasileiro buscar o cereal no ano passado.

Um outro fator decisivo para a entrada do Brasil no mercado externo com força foi que o país é o único que tem bom volume de estoques. Esse acúmulo se deve ao avanço da produção, que já superou 80 milhões de toneladas.

E é exatamente essa alta da produção que deverá dar força ao país, segundo Sologuren. A agricultura se profissionalizou, e as lavouras de milho ganharam produtividade.

Além disso, novos caminhos --como a saída pela BR-163-- e canais de exportações no Norte e no Nordeste vão melhorar a saída do cereal.

Com isso, o Brasil não vai ficar só na oportunidade, mas terá continuidade nas exportações. Além da profissionalização e do ganho de produtividade, a produção caminhou para Centro-Oeste, Norte e Nordeste, que, agora, com os investimentos atuais e os prometidos, terão competitividade maior nas exportações, acredita o analista.

Após uma queda para 274 milhões de toneladas no ano passado, os EUA terminam esta safra em 354 milhões de toneladas. Já a Argentina deverá colher 24 milhões de toneladas --queda de 13%.

O Brasil, que em 2006 produziu 42 milhões de toneladas, superou 80 milhões no ano passado e deverá ficar em 73 milhões neste

Fonte: Folha de S.Paulo