Campo continua segurando a inflação

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06/10/2017

O comportamento dos cereais e dos hortifrútis ajudou a manter a inflação sob controle nos últimos 12 meses. Já as carnes, mesmo perdendo preço no primeiro semestre do ano, ainda impulsionam a taxa no acumulado deste período.

Um dos principais pesos no bolso do consumidor, no entanto, vem da alimentação fora de casa, mesmo com a queda de preços de boa parte dos alimentos. Itens como gás e impostos elevam os custos dos restaurantes.

A inflação média geral subiu 2,2% nos últimos 12 meses no município de São Paulo. Já os alimentos caíram 0,8%, segundo pesquisa da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

Nos supermercados, os cereais lideram as quedas de preço porque, após uma colheita magra em 2016, a safra de grãos deste ano foi recorde.

O preço do feijão acumulou recuo de 59% nos últimos 12 meses, enquanto o do arroz caiu 9% no período. Os preços desses produtos devem continuar baixos nos próximos meses. O arroz tem queda em plena entressafra, e a oferta de feijão é boa.

Os produtos "in natura" foram favorecidos pelo clima e já acumulam queda de 7% em 12 meses. As frutas, devido à boa oferta, tiveram redução de 12%. Legumes e verduras também caíram, mas em ritmo menor.

O tomate, um dos tradicionais itens de peso na inflação, teve recuo de 10% de outubro do ano passado a setembro deste ano.

Reflexo da queda de preços do leite no campo, os lácteos também pesam menos no bolso dos consumidores. A retração média foi de 4% em 12 meses.

A demanda menor por esses produtos e a queda de renda dos consumidores também favorecem a redução dos preços.

fonte: Udop, com informações da Folha de S.Paulo (escrita por Mauro Zafalon, na coluna Vaivém das Commodities)