Canaviais paulistas são modelos de sustentabilidade em biocombustíveis

Imagem: Claudia Meyer, SXC (http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=1098081) Imagem: Claudia Meyer, SXC (http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=1098081)

09/04/2012

Fomentar e expandir a produção sustentável de biocombustíveis a partir da cana de açúcar por meio da cooperação internacional com outros países foram os objetivos da conferência "Estabelecendo uma Cooperação entre Brasil, Itália e África pela Produção Sustentável de Biocombustíveis", realizada no início de abril, em São Paulo (dia 2 na Faculdade de Economia e Administração (FEA/USP e, dia 3, no Palácio dos Bandeirantes).
A conferência é parte das ações que contemplam o Memorando de Entendimento (MOU), assinado entre Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e o Ministério do Meio Ambiente, Terra e Mar da Itália, acordado entre Brasil e Itália, em 2004, na Convenção Quadro de Cooperação Ambiental, durante o Fórum das Américas.
Entre os temas discutidos com especialistas nacionais e internacionais, questões com ênfase à produção de etanol do Brasil, a sustentabilidade do sistema, mudanças no uso do solo decorridas da expansão da cana-de-açúcar e programa do etanol no estado de São Paulo, América Latina e África, além de questões políticas e econômicas.
"Quando falamos em produção sustentável de biocombustível, em cooperação Brasil, África, Itália, é justamente nesse sentido que temos de trabalhar, da otimização da água, dos recursos humanos. Temos de fazer com que nosso conhecimento na área extrapole os muros para que, com a nossa estrutura de desenvolvimento e pesquisa, logística e expertise, possamos trabalhar em conjunto cada vez mais para gerar energia limpa, renovável para o desenvolvimento. Esse é o desejável, não só no Brasil, como no mundo e estamos dispostos a cooperar", enfatizou a secretária de Agricultura do Estado de São Paulo, Mônika Bergamaschi, referindo-se à importância da cooperação na produção sustentável.
Com mais de 5 milhões de hectares plantado, a cana de açúcar é a primeira cultura em renda do estado de São Paulo, que se tornou exemplo em produção sustentável, fabricação de combustíveis renováveis, tecnologia na utilização dos resíduos -bagaço - para geração de energia elétrica, produção de bioplástico e utilização por parte da indústria alcooquímica.
Além da maior área de cultivo de cana do Brasil, o estado paulista se desponta no cenário como um dos principais polos de tecnologia para a cultura, com desenvolvimento de pesquisas realizadas pelos Institutos Agronômico e Biológico, ligados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. "Nos tornamos parceiros do setor. Temos acordos de cooperação com o México e Angola. No México, foram introduzidas 140 novas variedades de cana, desenvolvidas pelo IAC e oito programas de treinamento. O projeto dobrou a produção de cana por hectare. Em Angola, além do treinamento de especialistas, foram introduzidas 12 novas variedades", disse a secretária.
"É incrível o investimento do Brasil quando se fala em energia renovável. Nós estamos crescendo fortemente nessa parceria de cooperação que fizemos entre estado de São Paulo e Itália pelo Fórum das Américas para trabalhar em prol dessa segunda geração de energia limpa e vamos continuar trabalhando para isso", disse o Ministro do Meio Ambiente, Terra e Mar da Itália, Corrado Clini.
"São muitos os desafios do setor, que enfrenta diversas crises. De quebra de safra, de renovação dos canaviais, de infraestrutura e logística, de preços e falta de crédito. Mas é um setor que reage extraordinariamente frente aos momentos de dificuldade. Temos condição de crescer, mantendo limpas as matrizes energéticas", enfatizou a secretária Mônika Bergamaschi.
O evento contou com a participação de delegações da Itália, África, pesquisadores da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, representantes dos ministérios federais de Meio Ambiente, Relações Exteriores, Minas e Energia, consultores e representantes do setor.
Fomentar e expandir a produção sustentável de biocombustíveis a partir da cana de açúcar por meio da cooperação internacional com outros países foram os objetivos da conferência "Estabelecendo uma Cooperação entre Brasil, Itália e África pela Produção Sustentável de Biocombustíveis", realizada no início de abril, em São Paulo (dia 2 na Faculdade de Economia e Administração (FEA/USP e, dia 3, no Palácio dos Bandeirantes).

A conferência é parte das ações que contemplam o Memorando de Entendimento (MOU), assinado entre Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e o Ministério do Meio Ambiente, Terra e Mar da Itália, acordado entre Brasil e Itália, em 2004, na Convenção Quadro de Cooperação Ambiental, durante o Fórum das Américas.

Entre os temas discutidos com especialistas nacionais e internacionais, questões com ênfase à produção de etanol do Brasil, a sustentabilidade do sistema, mudanças no uso do solo decorridas da expansão da cana-de-açúcar e programa do etanol no estado de São Paulo, América Latina e África, além de questões políticas e econômicas.

"Quando falamos em produção sustentável de biocombustível, em cooperação Brasil, África, Itália, é justamente nesse sentido que temos de trabalhar, da otimização da água, dos recursos humanos. Temos de fazer com que nosso conhecimento na área extrapole os muros para que, com a nossa estrutura de desenvolvimento e pesquisa, logística e expertise, possamos trabalhar em conjunto cada vez mais para gerar energia limpa, renovável para o desenvolvimento. Esse é o desejável, não só no Brasil, como no mundo e estamos dispostos a cooperar", enfatizou a secretária de Agricultura do Estado de São Paulo, Mônika Bergamaschi, referindo-se à importância da cooperação na produção sustentável.

Com mais de 5 milhões de hectares plantado, a cana de açúcar é a primeira cultura em renda do estado de São Paulo, que se tornou exemplo em produção sustentável, fabricação de combustíveis renováveis, tecnologia na utilização dos resíduos -bagaço - para geração de energia elétrica, produção de bioplástico e utilização por parte da indústria alcooquímica.

Além da maior área de cultivo de cana do Brasil, o estado paulista se desponta no cenário como um dos principais polos de tecnologia para a cultura, com desenvolvimento de pesquisas realizadas pelos Institutos Agronômico e Biológico, ligados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. "Nos tornamos parceiros do setor. Temos acordos de cooperação com o México e Angola. No México, foram introduzidas 140 novas variedades de cana, desenvolvidas pelo IAC e oito programas de treinamento. O projeto dobrou a produção de cana por hectare. Em Angola, além do treinamento de especialistas, foram introduzidas 12 novas variedades", disse a secretária.

"É incrível o investimento do Brasil quando se fala em energia renovável. Nós estamos crescendo fortemente nessa parceria de cooperação que fizemos entre estado de São Paulo e Itália pelo Fórum das Américas para trabalhar em prol dessa segunda geração de energia limpa e vamos continuar trabalhando para isso", disse o Ministro do Meio Ambiente, Terra e Mar da Itália, Corrado Clini.

"São muitos os desafios do setor, que enfrenta diversas crises. De quebra de safra, de renovação dos canaviais, de infraestrutura e logística, de preços e falta de crédito. Mas é um setor que reage extraordinariamente frente aos momentos de dificuldade. Temos condição de crescer, mantendo limpas as matrizes energéticas", enfatizou a secretária Mônika Bergamaschi.

O evento contou com a participação de delegações da Itália, África, pesquisadores da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, representantes dos ministérios federais de Meio Ambiente, Relações Exteriores, Minas e Energia, consultores e representantes do setor.

Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo