Capacidade de armazenagem será ampliada em MT

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08/08/2012

Quantidade de armazéns e silos em Mato Grosso será ampliada para atender a próxima safra de milho no Estado, estimada em até 20 milhões de toneladas pela Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja). Garantia de armazenagem foi feita pelo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, nessa segunda-feira (06) em São Paulo, durante o 11º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). Para evitar a estocagem de milho a céu aberto no Estado, situação que se repete nesta safra depois de ter ocorrido em 2010, o ministro disse que será acionado o Plano Nacional de Armazenagem, destinado a atender em primeiro lugar a produção de grãos e fibras. Presente no evento e comentando a declaração do ministro, o presidente da Aprosoja Brasil, Glauber Silveira, observou que o governo precisa facilitar o acesso ao crédito para que os produtores possam investir na construção dos próprios armazéns. “Deveria ser criado um programa de incentivo às cooperativas para que esses armazéns fiquem nas mãos dos produtores”. Silveira lembra que o plantio da 2ª safra de milho no Estado inicia tão logo seja encerrada a colheita da soja, ou seja, em aproximadamente 6 meses. Por isso, a intervenção anunciada pelo ministro não deve socorrer os produtores a tempo da próxima colheita.

Presidente da Aprosoja Brasil diz que o problema da falta de armazéns vem sendo discutido inclusive com outros ministérios. “Já levamos isso até o Planejamento”. Para o produtor Antônio Galvan a estocagem de milho ao relento seria evitada com investimentos em infraestrutura de modo geral, principalmente com a diversificação dos modais de transporte. “Precisamos de ferrovias e hidrovias e usar o transporte rodoviário apenas para curtas distâncias, como é feito nos Estados Unidos e na Argentina”. Os 2 países, juntos com o Brasil, respondem por 85% da produção mundial de soja. Galvan lembra que neste ano a implantação da Lei 12.619, em vigor desde 17 de junho, responsável por organizar a jornada de trabalho dos motoristas, atrasou o escoamento do milho colhido. “Aqui na região (Sinop) tem uma empresa que ainda está com 20% da soja armazenada e, como não pode manter o milho junto, deixou no tempo”. Para ele, a desaceleração no ritmo do transporte rodoviário neste ano deve agravar o problema da falta de espaço nos armazéns nos próximos dias.

Assistente de mercado da Bolsa de Mercadorias e Cereais de Sinop (BMC), Antônio Tonietto, estima que as 12 milhões de toneladas de milho colhidas em Mato Grosso ainda estão no Estado. “Neste ano, além da produção ter dobrado, houve falta de caminhões”. Conforme apurado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a produção do milho 2ª safra evoluiu 103% neste ano em comparação com 2011, totalizando 14,235 milhões de toneladas. Colheita já foi encerrada em alguns municípios da região Nordeste, a exemplo de Canarana. Em todo Estado, 93,3% das lavouras foram colhidas ao final da primeira semana de agosto.

Fonte: Gazeta Digital, escrita por Silvana Bazani