Cenário favorece milho brasileiro

Imagem: Alexandre Jaeger Vendruscolo, SXC Imagem: Alexandre Jaeger Vendruscolo, SXC

16/07/2012

Com o registro de queda na produção de milho da Argentina e dos Estados Unidos, principais exportadores do grão, o Brasil pretende aproveitar o filão e aumentar as exportações de 9,5 milhões de toneladas em 2011 para, pelo menos, 12 milhões de toneladas embarcadas em 2012, conforme perspectivas da Associação Brasileira de Produtores de Milho (Abramilho). Na contramão do bom momento nacional, o Rio Grande do Sul, em função da seca, deve importar 3 milhões de toneladas para consumo interno, perdendo oportunidade de negócios com outros países.

Apesar da quebra no Estado, o país deve colher 69,79 milhões de toneladas de milho, 21,58% a mais que em 2011. A elevação na produção se deve ao incremento na produtividade em estados como o Paraná e o Mato Grosso do Sul. O presidente da Associação dos Produtores de Milho do Rio Grande do Sul (Apromilho), Cláudio Luiz de Jesus, lamenta a situação, ainda que esteja otimista em relação ao desempenho das exportações brasileiras. "Recebo pelo menos umas quatro ligações da Europa por dia atrás do milho gaúcho, mas, com a quebra de quase 40% na nossa safra, impossibilita qualquer negociação. Vamos ter que trazer milho dos estados com melhor produção."

O presidente da Abramilho, Alysson Paolinelli, está otimista e acredita que a China, que começou a importar o grão do Brasil este ano, deve turbinar os negócios, absorvendo até 5 milhões de toneladas de milho em 2012. Segundo a Conab, de janeiro a abril deste ano o país exportou 1,5 milhão de t. Ele acredita que as exportações devem pegar o elevador com o final da segunda safra, a partir de agora.

Fonte: Correio do Povo