Colheita de milho atinge metade de área em MT

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22/07/2013

A colheita da safra 2012/13 de milho em Mato Grosso avançou sobre mais que a metade dos 3 milhões de hectares cultivados. Fechou a semana alcançando 56,6% da área, ou 1,7 milhão de hectares, indicou na sexta-feira (19) o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA). São em média de 11 milhões de toneladas do cereal já captadas.

Relatório divulgado pelo Instituto demonstra que há um atraso interanual de 9,61 pontos percentuais. Esta diferença negativa existe porque no igual período do ano passado, quando os trabalhos focavam a safra 2011/12, a colheita desenhava-se em 66,2%.

"O plantio foi um pouco complicado em função dos altos índices de chuva, o que atrasou o plantio", disse ao Agrodebate o analista de mercado do Imea, Ângelo Ozelame.

Segundo Ozelame, a produtividade média registrada até o momento indica 106 sacas por hectare. Mas a tendência é baixar, já que a colheita é aberta tradicionalmente naquelas áreas de maior rendimento.

"Até o momento a produtividade ponderada pelas áreas colhidas tem uma média de 106 sacas por hectare. Esses valores tendem a cair com a colheita das lavouras com produtividade menor, podendo chegar a 96 sacas por hectare, que é projetado pelo Imea para o fim da safra", considerou ainda o analista.

Mais atrasos
Atrasada também está a venda do milho 2012/13. A comercialização alcançou 43,3% do total de 17 milhões de toneladas previstas para esta safra, avanço mensal de 7,1 pontos percentuais em relação ao mês de junho. Mas quando comparada com o mesmo período de 2012, quando eram 64,5%, demonstra atraso de 21,2 pontos percentuais neste ano.

De acordo com o Imea, a venda de 7,5 milhões de toneladas já foi assegurada até a última semana. "O produtor não está tendo preços que consigam pagar os custos de produção e está se retraindo. Se fizermos um comparativo dos preços, temos R$ 6 por saca mais barata, do que na relação com o ano passado, o que causa desinteresse", lembrou ainda Ângelo Ozelame.

A tendência é que a desvalorização continue, adverte o especialista. "Só muda se tiver algum problema nos Estados Unidos. Por enquanto, é esse cenário de baixa nos preços em relação à produção em Mato Grosso", concluiu Ozelame.

Fonte: Agrodebate, escrita por Leandro J. Nascimento