Colheita em Mato Grosso avança e soma 8% da área recorde

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25/06/2012

Depois de consolidar números históricos em 2012, o milho segunda safra plantado, em Mato Grosso, pode adicionar mais um recorde à temporada: uma produtividade jamais vista. Conforme o saldo dos primeiros hectares colhidos, a safra apresenta um rendimento médio de 160 sacas, volume que supera em quase 84% a projeção, já revisada para cima, em 87 sacas por hectare. No início deste mês, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) havia ajustado a estimativa de produtividade de 84 sacas para 87, ante uma média de 67 do ano passado, ano marcado por adversidades climáticas.

Conforme levantamento divulgado na sexta-feira (22) pelo Imea, a colheita do milho segunda safra alcançou 8,3% da área total plantada, que é de 2,5 milhões de hectares, superfície recorde no Estado. O rendimento neste início de coleta é surpreendente porque os primeiros talhões colhidos são justamente aqueles que receberam as melhores condições climáticas de toda a lavoura. Mas a média final do Estado deve superar e muito o ano passado, mas deverá se estabilizar bem abaixo do nível atual.

Na comparação entre o ritmo dos trabalhos da semana passada para a atual, a colheita evoluiu 3,8 pontos percentuais. Numa estimativa já considerada conservadora, em função dos reportes do campo, o Imea projeta produção de 13,11 milhões de toneladas, que se confirmada, será 87,5% acima do resultado anterior, 6,99 milhões de toneladas.

NO CAMPO - A região mais adiantada é a oeste, com 11% de uma área de 338.350 hectares plantados. O município de Sapezal (480 quilômetros ao noroeste de Cuiabá) é o que está com a colheita mais avançada no Estado.

Segundo o analista de grãos do Imea, Cleber Noronha, o tempo tem influenciado no avanço da colheita. “A tendência agora é acelerar os trabalhos, pois vão diminuir as chuvas e o tempo mais seco vai favorecer a retirada do milho nas lavouras. Comparado com a safra passada, estamos praticamente com o mesmo percentual, a diferença é que este ano temos um volume muito superior para colher”. A expectativa é de que os trabalhos se intensifiquem em julho, mês que registrará o pico da colheita no Estado.

Fonte: Diário de Cuiabá, com informações da Aprosoja/MT (escrita por Marianna Peres)