Em evidência no cenário nacional, bioenergia terá evento exclusivo na 23ª Fenasucro

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24/08/2015

A cogeração de energia limpa por meio do bagaço e da palha da cana-de-açúcar é um dos principais destaques da 23ª edição da Fenasucro & Agrocana, que acontecerá de 25 a 28 de agosto, em Sertãozinho, interior paulista. Atualmente em evidência, a bioenergia ganhou um setor dedicado na maior feira sucroenergética mundial por se tratar, segundo os organizadores do evento, de um novo viés para a retomada deste setor.

A importância do tema trouxe à Feira o V Seminário CEISE Br/UNICA sobre Bioeletricidade (Bioenergy Conference 2015). Realizado na Fenasucro & Agrocana pela primeira vez, o evento recebeu neste ano a chancela da UNESCO - que está comemorando em 2015 o Ano Internacional da Luz - marcando a relevância do seminário na difusão de informação sobre a utilização de energia limpa em todo mundo.

Marcado para o dia 26 de agosto, no Espaço de Conferências da Fenasucro & Agrocana, o Seminário CEISE Br/Unica (Bioenergy Conference 2015) discutirá como o uso da biomassa para produção de energia está mudando o panorama do agronegócio brasileiro, além de ser uma das alternativas para a escassez de energia gerada por hidrelétricas e outros combustíveis fósseis como o petróleo. Aliado a isso, as limitações na oferta de energia e o aumento no consumo nacional estão abrindo um campo gigante para o uso de resíduos de culturas agrícolas e florestais para geração de energia. "Tratar de bioeletricidade dentro da Fenasucro & Agrocana, de forma técnica, agrega ainda mais valor aos produtos e serviços que as empresas deste segmento estarão expondo durante a feira. Mais do que conhecer e/ou adquirir produtos ou serviços, é preciso entender a importância de uma fonte energética verde, ou seja, ambientalmente sustentável para o país", afirma o presidente do CEISE Br, Antonio Eduardo Tonielo Filho.

Segundo estudo, divulgado em abril deste ano pela Empresa de Pesquisa Energética - EPE, do Ministério de Minas e Energia, a oferta de energia renovável no Brasil crescerá entre 35% e 40% nos próximos anos. Ainda segundo o Ministério, a energia gerada pela cana-de-açúcar já ocupa a terceira maior fonte de energia na matriz energética do Brasil. Focado nesta demanda, o Seminário levará para  a Fenasucro & Agrocana uma grade de programação que apresentará alternativas de incentivo ao uso de biomassa para geração de energia, assim como mostrar os avanços tecnológicos e científicos, além de analisar os cenários prospectivos da biomassa energética. "O Brasil tem um grande potencial de expansão para a biomassa. Tecnologias em máquinas e equipamentos estão sendo implantadas e evoluindo a cada ano", afirma o Coordenador do Bioenergy Conference, Clóvis Rech.

Zilmar de Souza, responsável pela área de bioeletricidade da UNICA aponta o elevado nível de discussão gerado durante o Seminário, promovendo a troca de conhecimentos. "Tenho certeza que esta edição será uma ótima oportunidade para debatermos o futuro da bioeletricidade com representantes dos governos federal e do estado de São Paulo que estarão no evento, além dos grandes especialistas no tema bioeletricidade que também já confirmaram presença", destaca Souza.

O Gerente Geral da Fenasucro & Agrocana, Paulo Montabone, reforça a importância da bioenergia e o potencial do setor em oferecer energia limpa procedente do bagaço e da palha da cana-de-açúcar. "Atualmente, a biomassa da cana representa 7% da matriz energética brasileira, no entanto o setor sucroenergético poderia elevar ainda mais essa participação. Hoje, por exemplo, temos uma Itaipu e meia parada, que poderia gerar este tipo de energia no país. Não temos dúvidas que a biomassa da cana-de-açúcar é uma importante matéria prima para gerar energia limpa, barata e, principalmente, renovável. Além disso, a geração de bioenergia é um forte viés para a retomada do setor sucroenergético", aponta Montabone. "Nosso setor tem plenas condições de fornecer energia limpa e mais barata em larga escala, contribuindo como alternativa ao abastecimento elétrico proveniente de fonte hídrica - hoje em crise, mas para isso necessita de um reconhecimento maior e de investimentos para se tornar uma realidade permanente e competitiva", acrescenta Tonielo Filho.

Fonte: Ribeirão Preto Online