Exportações do agronegócio rendem quase US$ 10 bilhões em outubro

Imagem: Marcel Kriegl, SXC Imagem: Marcel Kriegl, SXC

12/11/2012

As exportações brasileiras do agronegócio renderam US$ 9,64 bilhões em outubro, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve aumento 11,8%. Segundo o ministério, foi o melhor resultado para um mês de outubro da história.

Nos dez primeiros meses deste ano, os embarques do setor chegaram a US$ 80,88 bilhões, um aumento de 1,8% em relação a igual intervalo de 2011, conforme o ministério. Em outubro, o destaque das exportações foi o açúcar; no acumulado do ano, o complexo soja (inclui grão, farelo e óleo) puxa os embarques setoriais (Valor, 12/11/12)

EUA reveem para cima estimativa de produção de grãos
Os novos números de safra norte-americana divulgados ontem pelo Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) ficaram acima dos previstos pelo mercado. A alta ocorreu porque o órgão elevou a produtividade de soja e de milho.

Os novos dados não alteram o quadro de dificuldade no setor de grãos pelo qual passam os norte-americanos, mas permitem uma estimativa de melhora no consumo interno e nas exportações.

Os estoques finais estão muito baixos e os novos números divulgados pouco alteram esse cenário.

A produção de soja, estimada em 42,4 sacas por hectare no mês passado, deverá subir para 44, conforme estimativas divulgadas ontem.

Mantida a área colhida de 30,6 milhões de hectares, a safra de oleaginosa sobe para 80,9 milhões de toneladas nos EUA. O volume é superior aos 77,8 milhões estimados em outubro, mas ainda abaixo dos 84,2 milhões previstos inicialmente pelo Usda para a safra 2012/13.

O órgão norte-americanos não alterou as previsões de produção de 81 milhões de toneladas no Brasil e de 55 milhões na Argentina.

Apesar da falta de chuvas regulares no Centro-Oeste brasileiro e do excesso de umidade na Argentina, a decisão do Usda de não baixar a produção dessas regiões foi acertada, segundo Daniele Siqueira, da AgRural. "Ainda é cedo para mexer nesses números, mesmo com as dificuldades encontradas pelos produtores no plantio", diz ela.

As estimativas de milho também indicam uma elevação de produtividade, mas muito pequena. A previsão de safra agora é de 272,9 milhões de toneladas, 100 milhões a menos do que a no início de safra.

O órgão mantém, para este mês, a mesma estimativa de consumo de milho de outubro no setor de ração: 105 milhões de toneladas. Eleva, no entanto, o volume que será utilizado na produção de etanol para 114 milhões. Em ambos os casos, o consumo desta safra 2012/13 será inferior ao da anterior.

O Usda manteve as estimativas de milho para Brasil (70 milhões de toneladas) e para Argentina (28 milhões). Neste caso, no entanto, teria sido mais prudente o órgão norte-americano começar a rever os números da Argentina, onde os produtores encontram dificuldades para semear o cereal, diz Siqueira.

A China, o país que mais mexe com o mercado de commodities atualmente, vai importar mais soja na safra 2012/13. As compras devem subir para 63 milhões de toneladas. Já as compras de milho recuam para 2 milhões de toneladas, ante 5,2 milhões neste ano.

Os novos números de safra derrubaram os preços da soja e do milho em Chicago.

Fonte: Folha de S.Paulo