Gaúchos começam a investir em soja certificada

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13/06/2012

Certificar a soja pelo cuidado em todos os processos de da cadeia produtiva ainda é novidade no Estado, assim como a ideia é recente no Brasil e no mundo.

A certificação da Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS) surge, no entanto, como caminho futuro para médios e grandes produtores que vislumbram o mercado europeu exigente.

Ações como cumprir as leis de cada país, ter boas condições de trabalho, relações comunitárias responsáveis, estar de acordo com as exigências ambientais e ter práticas agrícolas adequadas são princípios básicos para garantir o certificado de uma fazenda.

Durante o 27º Seminário Cooplantio, que se encerra nesta quarta-feira em Gramado, produtores gaúchos conheceram detalhes do novo selo, ideal para produções acima de 300 hectares. Implantada pela primeira vez no ano passado em todo o mundo, a certificação foi dada a sete fazendas brasileiras do Cerrado que exportaram pouco mais de 250 mil toneladas do grão com selo RTRS.

Países como Holanda, Bélgica e Suíça têm metas de comprar somente grão com este certificado até 2015.

— Trata-se de uma iniciativa global que cria processos de produção em cadeia para garantir que a soja seja produzida com responsabilidade. Há muita demanda e nos falta produção — garante o representante da RTRS no Brasil, Daniel Meyer.

Ineditismo gera dúvidas
Com os trabalhos iniciados recentemente, ainda faltam ser esclarecidos os benefícios da venda certificada em cifras.

Certificação RTRS
RTRS é a sigla em inglês para Associação Internacional de Soja Responsável, constituída por 150 representantes da indústria, produtores e entidades civis de países da Europa, Américas e Ásia. Por meio de mesas redondas entre os membros chegou-se a acordos de quais seriam as melhores formas de produção responsável da soja, envolvendo mais de 100 critérios em cinco princípios:
1. Cumprimento legal e boas práticas empresariais
2. Condições de trabalhos responsáveis
3. Relações comunitárias responsáveis
4. Responsabilidade ambiental
5. Práticas agrícolas adequadas

Fonte: Rádio Fandango