Governo de SP debaterá nova política para o etanol

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11/07/2012

Na contramão das medidas pontuais de intervenção do governo federal no mercado do etanol, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), convocou a cadeia produtiva do combustível para desenhar uma nova política do setor no Estado. A primeira reunião de discussão será hoje às 9 horas na Secretaria de Agricultura, confirmou há pouco, à Agência Estado a titular da Pasta, Mônika Bergamaschi.

"A pedido do governador, chamamos representantes dos trabalhadores, das indústrias de máquinas e de base, além dos membros das usinas e de entidades", disse. "Vamos montar uma estratégia para o combustível via São Paulo", completou a secretária.

São Paulo é o maior produtor mundial de etanol de cana-de-açúcar, com um total de 11,6 bilhões de litros na safra passada, ou 56,3% da oferta do Centro-Sul Brasil. O Estado é também o maior consumidor do País, graças à oferta e incentivos públicos para a demanda, como alíquota de 12% para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do etanol hidratado, a menor do País.

No ano passado, o governador desonerou o ICMS para usinas sucroalcooleiras que fizessem investimentos na modernização de caldeiras para a produção de energia elétrica do bagaço de cana-de-açúcar. No entanto, a demanda desses equipamentos não cresceu, pois, de acordo com o setor, os preços da energia elétrica nos leilões federais seguem abaixo do custo e ainda sofrem com a concorrência da energia eólica.

"É uma judiação corrermos o risco de perder todo esse conhecimento que adquirimos durante anos e todo o investimento feito no Estado", concluiu a secretária.

Conforme o presidente da Softex, falta mão de obra com formação em escola técnica, para trabalhar na base dos processos produtivos. A falta desse tipo de força de trabalho faz com que programadores se empreguem como técnicos (que tem remuneração menor) e deixe descobertas as suas atividades. Ruben Arnoldo Delgado elogiou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) como meio para qualificar o pessoal que falta na área de TI.

A Softex apresentou hoje na sede do MCTI em Brasília a segunda edição da pesquisa Software e Serviços de TI: A Indústria Brasileira em Perspectiva na qual estima que haja 73 mil empresas no Brasil (96% firmas com menos de 20 empregados), com mais de 660 mil empregados, e apresentando um crescimento de 8,2% ao ano, acima, por exemplo, dos índices da indústria nacional.

O ministro Marco Antonio Raupp (MCTI) elogiou a pesquisa e disse que os dados serão úteis para o Programa Estratégico de Softwares e TI. Para Raupp a perspectiva do governo é “trabalhar ombro a ombro” com as empresas para que o setor possa crescer.

Fonte: Agência Estado