IBGE e Conab apostam em nova supersafra de milho para MT

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08/02/2013


Com produção estimada em patamares superiores a 15 milhões de toneladas, Mato Grosso pode colher em 2012/13 uma nova safra recorde do cereal. De quebra, deixar para trás a marca de 2011/12 - até então a melhor da história no estado - e quando o volume retirado do campo foi de praticamente 15 milhões de toneladas. É o que indicaram nesta quinta-feira (7) tanto Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) quanto o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio de seus relatórios sistemáticos.

Se os números apresentados pelos agentes confirmarem-se, a produção pode atingir 15,4 milhões de toneladas (IBGE) ou mesmo chegar as 16,1 milhões de toneladas (Conab). Resultado que ainda vai depender das condições climáticas e também do aproveitamento ideal da janela de plantio.

As duas estimativas ultrapassam, inclusive, a última apresentada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), este ligado ao setor produtivo estadual, que estimava um recuo na safra estadual de milho safrinha. Pelas contas do instituto seriam 13,2 milhões de toneladas ao final de 2012/13. Um ano antes Mato Grosso colheu 15,5 milhões de toneladas.

Pedro Nessi, supervisor estadual de pesquisas agropecuárias do IBGE em Mato Grosso, diz que esta projeção lançada nesta quinta leva em conta o crescimento da área para do cereal e considera também a manutenção nos níveis de produtividade.

"O aumento de área, com rendimento em patamares normais, possibilitou que a produção fosse maior que ano passado, porque tivemos um grande incremento no tamanho do espaço agricultável", disse ao Agrodebate, reiterando ainda a alta da área de soja, já que o cereal em segundo ciclo é cultivado após a safra da oleaginosa.

Mas, mesmo diante de uma projeção positivista, o desempenho no campo vai depender do fator climático. Em 2012/13 o produtor pretende plantar 3 milhões de hectares com o produto, segundo o IBGE.

"Estamos em um momento crítico da safra e esta área do milho só vai se confirmar se o produtor conseguir colher a soja diante de um clima favorável. Se chover muito neste período tradicional, o milho pode ser prejudicado. É preciso que o clima possibilite colher a oleaginosa até o final de fevereiro para que o milho possa ser plantado", avaliou ainda o responsável.

Carlos Fávaro, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho no Estado (Aprosoja), considera ser necessário haver cautela quanto aos números, já que o fator climático vai interferir no desempenho do campo. Além disso, é preciso avaliar as brechas a serem geradas por outras culturas, a exemplo do algodão (cedendo área), além do fator mercadológico.

"Por enquanto, tratamos de uma perspectiva e por isso estamos trabalhando com cautela", reiterou o presidente.

Momentaneamente, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária não revisará seus números quanto ao milho segunda safra em Mato Grosso.

Fonte: Agrodebate, escrita por Leandro J. Nascimento