Milho avança sobre 50% da área projetada no Rio Grande do Sul

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06/10/2014

Mesmo com momentos de excesso de umidade e de chuvas mais intensas, o plantio da nova safra de milho ocorreu de forma bastante intensa nesta semana no Rio Grande do Sul, alcançando 52% sobre o total projetado para o Estado. Conforme informações levantadas pela Emater em importantes regiões produtoras, como Ijuí, Santa Rosa e Passo Fundo, o percentual de área semeada está próximo aos 80%.

De maneira geral, as lavouras de milho apresentam bom desenvolvimento inicial, poucas falhas e plantas uniformes. Esta situação é proporcionada pela umidade presente no solo e pelas temperaturas médias mais elevadas. Todavia, em algumas lavouras plantadas em áreas com pouca cobertura verde durante o inverno, foi constatado escorrimento superficial das águas das chuvas, chegando a provocar danos ao solo (erosão laminar e em sulcos). Nas áreas onde a cobertura do solo é bem manejada, os produtores intensificam os trabalhos de aplicação de fertilizantes nitrogenados em cobertura.

O excesso de chuva ocorrido em importantes regiões produtoras de arroz tem impedido a finalização do preparo das áreas destinadas à cultura, que apresenta 3% do total projetado para esta safra já semeados, o que representa 34 mil hectares. Este índice está abaixo da média observada nos últimos cinco anos, que é de 8%. As áreas já implantadas são, basicamente, aquelas semeadas em lavouras sistematizadas ou implantadas no sistema pré-germinado, no qual o manejo da água é facilitado. Nas demais áreas, os trabalhos só poderão evoluir na medida em que a umidade do solo permita a entrada das máquinas nas lavouras.

As condições climáticas têm preocupado os produtores de grãos de inverno. O excesso de umidade do ar, aliado às altas temperaturas registradas em determinados momentos, criou condições favoráveis ao desenvolvimento de doenças no trigo, canola e cevada. No trigo, produtores relatam o aumento de doenças de espiga de difícil controle, principalmente giberela e brusone, que já causam prejuízos. As lavouras implantadas no início do período recomendado apresentam aspecto visual de baixa qualidade, com falhas nas espigas e evolução desuniforme de plantas. A alta umidade também tem prejudicado o tratamento com fungicidas. Nas Missões e no Norte, o excesso de chuvas causou derrubada das plantas em diversas lavouras, levando os agricultores a encaminhar ocorrência de perdas aos bancos.

Na canola, a elevação da temperatura e a alta umidade do ar favoreceram a instalação de doenças bacterianas, obrigando os produtores a intensificarem o tratamento com agroquímicos. A cultura apresenta-se, majoritariamente, na fase de enchimento de grãos. A produtividade média esperada é de cerca de 1,5 tonelada por hectare no Rio Gande do Sul. Com relação à cultura da cevada, as condições climáticas também têm deixado os produtores apreensivos. De forma geral, a cevada apresenta potencial produtivo elevado e produtividade final de aproximadamente 3 toneladas por hectare, de boa qualidade industrial.

Fonte: Agrolink, com informações do Jornal do Comércio