MT colherá produção recorde

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14/11/2014

Mesmo com o atraso no plantio da soja e a redução de área ocupada com algumas culturas, Mato Grosso irá elevar a oferta de grãos acima da média brasileira na safra 2014/2015. Para o atual ciclo produtivo, a colheita total de soja, milho, feijão, arroz, girassol, sorgo, canola e algodão poderá alcançar 50,115 milhões de toneladas, volume recorde no país.

A quantidade mínima esperada é de 49,054 milhões de toneladas, segundo a estimativa de plantio para a temporada 2014/2015 divulgada nesta terça-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Comparado com a produção registrada na safra anterior, de 47,702 milhões/t, o prognóstico atual indica incremento entre 2,8% e 5,1% no volume de grãos colhidos no Estado em 2015. Com esse avanço, Mato Grosso garantirá 25% da oferta nacional de cereais no próximo ano. Em todo o país, o rendimento das lavouras no ano que vem deve garantir entre 194,391 milhões de toneladas a 199,969 milhões/t. Se alcançado o limite máximo previsto pela Companhia, a produção total de grãos terá um incremento de 2,7% sobre o último ciclo produtivo.

Em Mato Grosso, a cultura da soja mantém o crescimento na produção, em índices que poderão variar entre 4% a 7% sobre a última safra e atingir o volume mínimo de 27,488 milhões de toneladas e o máximo de 28,297 milhões/t, numa quantidade suficiente para manter tranquilamente a liderança no ranking nacional de produção da oleaginosa. Nos 16 estados produtores de soja a previsão é que sejam colhidas entre 89,342 milhões de toneladas e 91,744 milhões/t, com incremento mínimo de 3,7% e um teto de 6,5% sobre a última safra.

Também volta a crescer a produção de milho em Mato Grosso, apesar da cotação baixa em 2014 e demora na comercialização do grão que está armazenado das fazendas. Em relação à safra 2013/2014, quando foram colhidas 18,626 milhões de toneladas do cereal no Estado, no próximo ano a produção poderá evoluir entre 3,2% e 3,3% e alcançar até 18,648 milhões de toneladas, sendo 18,192 milhões de toneladas resultante da cultura de 2ª safra. Conforme prognóstico da Conab, a produção brasileira de milho está estimada entre 77,336 milhões de toneladas e 78,915 milhões/t para o ciclo 2014/2015.

Para o diretor técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Luiz Nery Ribas, o aumento na produção de soja se confirma na atual safra, que tem um reforço da ocupação de novas áreas no nordeste mato-grossense, região apontada como a nova fronteira agrícola do Estado. “Está previsto um pequeno aumento, de 4%, também porque os produtores que plantavam a soja precoce e depois o algodão desistiram da soja em função do clima, já que não dá tempo de colher a soja para plantar o algodão em seguida”.

Com relação à produção do milho, o atraso nas chuvas e o consequente adiamento no plantio da soja irá refletir no cultivo da 2ª safra do cereal no Estado, avalia o diretor técnico da Aprosoja. “A redução na área plantada com o milho da 2ª safra é iminente, só não estimamos de quanto será, porque ainda é cedo”. Segundo Ribas, a janela ideal de plantio do milho em Mato Grosso é até 20 de fevereiro de cada ano. “Se plantar em março, a produtividade reduz”, explica.

Produtor na cidade de Nova Mutum, Alcindo Uggeri diz que na atual safra repete a área plantada de soja e de milho 2ª safra, na propriedade de 4,5 mil hectares. “Será igual aos outros anos, mas também vou plantar 400 hectares de arroz”, diz.

Redução - Mato Grosso reduzirá a oferta de algodão em pluma, entre 5,8% e 15%, segundo a Conab. Na atual temporada, a produção esperada varia entre 854,8 mil toneladas e 947,5 mil/t, volume proporcional a 56% da oferta nacional de pluma, estimada de 1,537 milhão/t a 1,676 milhão/t. As projeções de menor oferta na safra 2014/2015 também envolve a cultura do feijão, que poderá atingir 524 mil toneladas no Estado, num recuo de 2% em relação à safra imediatamente anterior. Também haverá queda de 11,4% na oferta de girassol cultivado em Mato Grosso, que tem a produção estimada em 180,2 mil toneladas.

Fonte: Agrolink, com informações da Gazeta Digital