Nova subestação contribuirá para maior exportação de bioeletricidade no nordeste de SP

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20/09/2017

Com investimentos no sistema de transmissão de 500/138 kV de tensão, a subestação localizada em área de concessão da distribuidora CPFL Paulista, que aportou R$ 100 milhões no projeto, permitirá maior escoamento da energia elétrica produzida por usinas sucroenergéticas nas regiões de Ribeirão Preto, Bebedouro, São Joaquim da Barra e Sertãozinho.

Para o gerente em Bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Zilmar de Souza, que esteve presente na cerimônia de inauguração prestigiada por diversos representantes da indústria canavieira, incluindo autoridades políticas, como o secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos Meirelles, a implantação da subestação é estratégica para o segmento sucroenergético.

“É preciso diminuir a barreira do acesso à rede de energia que as usinas paulistas enfrentam quando querem ofertar nova energia para o sistema. Hoje, o custo do acesso à rede pode chegar a 20 a 30% do investimento de uma unidade termelétrica à biomassa, dependendo do ponto de conexão. Esperamos que este aporte de R$ 100 milhões represente apenas um de muitos reforços que virão não somente na região nordeste, mas em todo Estado”, comenta.

O executivo da UNICA reforça que o ideal seria a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) estabelecer planos de investimento em reforço e ampliação das redes de companhias distribuidoras para atendimento às usinas sucroenergéticas. “A conclusão das obras da subestação Morro Agudo faz parte da estratégia de expansão do Grupo CPFL, Chamamos de ‘transmissão de nicho’, um conjunto de ativos que possuem sinergias operacionais com as nossas distribuidoras e com os nossos parques eólicos”, explica o presidente da CPFL Energia, Andre Dorf.

Em 2016, mais de 90% da bioeletricidade fabricada a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar exportada para a rede elétrica esteve concentrada no Centro-Sul, em apenas cinco estados da Federação: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Paraná. Os maiores fornecedores foram usinas paulistas, responsáveis por 50% do total gerado no período.

O direito de construir a subestação de Morro Agudo foi obtido pela CPFL Energia no leilão de transmissão organizado pela ANEEL em 2015. A implementação do empreendimento deu-se após estudo conduzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia (MME). A pesquisa identificou que a região nordeste de São Paulo precisava de reforços no sistema elétrico, tendo em vista a expansão do consumo de energia e a necessidade de escoamento pelas usinas sucroenergéticas.

fonte: Unica