Políticos se engajam e oficializam a 'Frente Parlamentar Em Defesa do Setor Sucroenergético'

Imagem: Jesuino Souza, SXC Imagem: Jesuino Souza, SXC

27/09/2013


Bem mais rápido do que muitos esperavam, a crise da cadeia produtiva sucroenergética deixou os principais polos no interior do Estado de São Paulo – Piracicaba e Sertãozinho – para ser analisada e discutida na Assembleia Legislativa paulista.

Isto porque, numa iniciativa dos deputados Welson Gasparini (PSDB) e Roberto Morais (PPS), será oficializada nesta próxima quinta-feira (3) no Auditório Franco Montoro a “Frente Parlamentar Em Defesa do Setor Sucroenergético. Dezenas de parlamentares de diversos partidos, já aderiraram ao movimento.

Trata-se de um evento histórico, jamais visto até então. Aliás, a grande mudança já ocorreu quando no Teatro Municipal de Sertãozinho, no último dia 30 de agosto, lideranças dos trabalhadores, fornecedores de cana, usineiros e empresários da indústria de base, deixaram suas diferenças de lado e decidiram juntos buscar uma solução para a crise.

No ano passado houve tentativa de se desenvolver um trabalho conjunto mas um dos elos da cadeia produtiva, o dos empresários, acabou recuando. Com isto, perdeu-se um ano, milhares de postos de trabalho foram extintos, dezenas de indústrias fecharam suas portas, a arrecadação dos municípios canavieiros caiu drasticamente e todos perderam.

Quem ganhou foi apenas a teimosia e a soberba da presidente Dilma Rousseff que além de impor gigantescos prejuízos à Petrobras literalmente quebrou a indústria do etanol, como bem mostrou a revista Veja na sua penúltima edição.

A dicussão da crise no foro político servirá para que os 2,5 milhões de brasileiros que trabalham, diretamente, na cadeia produtiva sucroenergética, saibam e conheçam quem são os políticos afinados e comprometidos com o setor.

Isto porque, quem não apoiar as iniciativas elencadas na “Carta de Sertãozinho” é solidário com a inação da presidente Dilma e não tem nenhum compromisso com um dos mais importantes setores da economia brasileira. Falando claro, não deve ter votos nas eleições do próximo ano. A começar pela própria presidente!

Para que a movimento político de apoio à retomada dos investimentos na cadeia produtiva sucroenergética ganhe corpo é fundamental que o Auditório Franco Montoro, com capacidade para 300 pessoas, fique lotado nesta próxima quinta-feira, a exemplo do que ocorreu no Teatro Municipal de Sertãozinho no último dia 30 de agosto.

Caravanas de fornecedores de cana e sindicalistas já se formam para, literalmente, tomar conta da Assembléia paulista. Espera-se que os empresários, os mais relutantes em aderir ao movimento, deixem de lado sua chiadeira e choradeira e se engajem ao movimento.

Se cada uma das usinas e cada uma das indústrias de base eviar um representante para o evento já teremos um número impressionante que vai atrair a atenção da mídia e servirá de combustível para a pressão que começa a ser exercida contra o governo federal.

Daqui, desta humilde trincheira, temos a convicção de que estamos cumprindo com o nosso papel de discutir e propor soluções para a crise. Cabe agora aos mais afetados por ela o papel que deles se espera, ou seja, o de protestar de forma ordeira contra o que aí está.

Fonte: BrasilAgro, escrita por Ronaldo Knack