Produção de etanol do Brasil cresce em 14/15 apesar de quebra de safra

Imagem retirada de http://agrolink.com.br/noticias/produ--231---227-o-de-etanol-do-brasil-cresce-em-14-15-apesar-de-quebra-de-safra_211016.html Imagem retirada de http://agrolink.com.br/noticias/produ--231---227-o-de-etanol-do-brasil-cresce-em-14-15-apesar-de-quebra-de-safra_211016.html

22/12/2014

A produção de etanol do Brasil deve fechar a temporada 2014/15 com um ligeiro crescimento ante 2013/14, apesar da severa seca que afetou o centro-sul, com usinas destinando menos cana para a produção do açúcar e também devido a uma expansão de área plantada, que ajudou a compensar perdas de produtividade nos canaviais pelo tempo adverso.

Segundo o terceiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) da safra 14/15, a produção de etanol total do Brasil foi estimada em 28,66 bilhões de litros, alta de 2,53 por cento ante 13/14 --crescimento semelhante ocorre no centro-sul, onde a moagem está praticamente finalizada.

Deste total, um volume de 11,80 bilhões de litros deverá ser de etanol anidro (misturado à gasolina) e 16,86 bilhões de litros de etanol hidratado, usado nos carros bicombustíveis.

A produção de etanol anidro terá um decréscimo de 0,23 por cento a de hidratado aumento de 4,54 por cento na mesma comparação, o que garante alguma folga no abastecimento na entressafra no centro-sul que se estende até abril, segundo especialistas, considerando menores exportações este ano.

A produção de etanol ficará maior com uma revisão para cima nas projeções de produção do centro-sul --para 26,6 bilhões de litros, ante 25,6 bilhões na previsão de agosto. Enquanto a produção de açúcar será menor, com um ajuste para baixo na projeção da região que responde por cerca de 90 por cento da safra nacional --para 32,6 milhões de toneladas, ante 34,6 milhões em agosto.

Já a produção de açúcar do Brasil, o maior produtor global, responsável por mais de 50 por cento do adoçante comercializado no mundo, foi estimada em 36,36 milhões de toneladas, redução de 4 por cento em relação à safra passada, com uma queda de quase 6 por cento na destinação de cana para o produto.

A redução na fabricação de açúcar no centro-sul teve queda semelhante na comparação anual (-5,2 por cento), por conta dos baixos preços e da quebra de safra.

A moagem de cana do Brasil, por sua vez, somará 642,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, queda de 2,5 por cento em relação à safra passada, redução que "só não é maior porque há um leve aumento na área plantada no país (2,2 por cento)".

"Ou seja, a queda na produção está diretamente relacionada com a queda na produtividade...", destacou a Conab.

No Nordeste, a produtividade aumentará cerca de 10 por cento em relação à safra 2013/14, com a recuperação dos canaviais que foram severamente castigados por uma das maiores secas da região na safra anterior.

Esse aumento, no entanto, não será suficiente para amenizar as perdas pela severa estiagem do centro-sul.

A expectativa é de que a produtividade final do país para a safra 2014/15 totalize 71,308 kg/hectare, queda de 4,6 por cento em relação à safra 2013/14.

A área cultivada com cana-de-açúcar que será colhida e destinada à atividade sucroalcooleira na safra 2014/15 será de aproximadamente 9 milhões de hectares.

São Paulo permanece como o maior produtor, com 52 por cento da área plantada, seguido por Goiás, com 9,5 por cento; Minas Gerais com 8,8 por cento; Mato Grosso do Sul, com 7,4 por cento, Paraná com 7,1 por cento; Alagoas com 4,3 por cento; e Pernambuco, com 2,9 por cento.

Fonte: Agrolink, com informações da Reuters (escrita por Roberto Samora)