Safra de grãos de verão deve crescer 26%

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28/01/2013

Com o início da colheita no Paraná, a produção estimada da safra de grãos de verão 2012/13 até o momento é de 22,7 milhões de toneladas, que representa um crescimento de 26% sobre o mesmo período do ano passado. Desse total, 15,3 milhões de toneladas correspondem à produção de soja e quase 7 milhões de toneladas à produção de milho da primeira safra, as duas culturas que destacam a produção agrícola no Estado.

A estimativa é referente ao acompanhamento mensal do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), relativo ao mês de janeiro, divulgado ontem. A partir deste levantamento, a expectativa da produção pode oscilar para baixo ou para cima dependendo dos níveis de produtividade que forem revelados com o avanço da colheita.

Com a segunda safra de grãos que começa a ser plantada no Estado e a safra de trigo, cultivada durante o inverno, a expectativa no Estado para 2013 é colher em torno de 37 milhões de toneladas, que representa uma participação de 20% do Paraná na produção nacional de grãos prevista pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) para atingir um volume recorde de 180 milhões de grãos.

Clima
Para o economista do Deral Marcelo Garrido, o restabelecimento das condições normais do clima, a partir do fim do ano passado, aponta para a tendência de elevação na produtividade das lavouras e diluição de perdas provocadas pela estiagem, principalmente no mês de agosto. A partir de setembro, as chuvas começaram a cair de forma esparsa e foram se intensificando até atingir a regularidade do clima em novembro. Houve recuperação no desenvolvimento da safra e a previsão é otimista, disse o técnico.

O levantamento do Deral aponta crescimento de 41% na produção de soja da safra 2012/13 e indica que a lavoura está em boas condições. Os produtores estão animados com as cotações do grão, em média de R$ 59 a saca de 60 quilos no atacado, ainda consideradas atraentes.

Segundo Garrido, a colheita da soja está iniciando no Estado, devendo-se intensificar na segunda quinzena de fevereiro e março. O mercado se mantém aquecido pelo segundo ano consecutivo por causa da quebra da safra de grãos norte-americana, ocorrida no ano passado, que reduziu os estoques mundiais.

A produção de milho da primeira safra também confirma as expectativas de boa safra e deve render um volume de 6,9 milhões de toneladas, que corresponde a um aumento de 5% sobre a produção do ano passado, que somou 6,6 milhões de toneladas. Mesmo com área plantada menor em torno de 13% em relação à safra passada, o clima contribuiu com as boas condições em que se encontram as lavouras.

A exceção é com a produção de feijão da primeira safra que apresenta uma redução de 11% na produção, caindo de 376,5 mil toneladas colhidas no ano passado para 336,3 mil toneladas que estão sendo colhidas este ano. Cerca de 60% da safra está colhida. A produção foi prejudicada pela escassez de chuvas ocorridas, principalmente, na região Sudoeste em meados de agosto do ano passado, período de plantio.

Além disso, o ciclo de desenvolvimento do feijão também foi atingido por um período de baixas temperaturas e ventos frios que frustrou o crescimento das plantas. Porém o plantio da segunda safra de feijão, já iniciado, aponta para recuperação da lavoura. Cerca de 25% da área prevista está plantada, devendo ocupar 229.260 hectares, um aumento de 2% em relação ao mesmo período do ano passado.

Se confirmarem as boas condições de clima, a produção está estimada em 425.758 toneladas cerca de 23% acima do volume colhido no mesmo período do ano anterior, devendo amenizar a redução da produção da primeira safra, explicou a engenheira agrônoma Juliana Tieme Yagushi, do Deral.

O produtor da segunda safra de milho está animado com as cotações do grão, em torno de R$ 26 a saca no atacado. Cerca de 2% da área está plantada e a cultura deverá ocupar espaço recorde no Estado, em torno de 2,08 milhões de hectares, um aumento de também 2% sobre o plantio realizado no mesmo período do ano passado que atingiu 2,04 milhões de hectares.

Cerca de 3% do milho safrinha que ainda será plantado no Estado foi vendido, disse a agrônoma. Segundo Juliana, o mercado de milho se mantém aquecido e muitos produtores buscam a venda antecipada para travar preço que é considerado bom.

Fonte: Folha Web