Soja foca demanda e fecha com altas em Chicago e no Brasil

Imagem retirada de http://www.nucleoaventura.com.br/blog/porque-as-mulheres-precisam-comer-soja/ Imagem retirada de http://www.nucleoaventura.com.br/blog/porque-as-mulheres-precisam-comer-soja/

25/07/2014

O mercado internacional da soja registrou mais um dia de boas altas na Bolsa de Chicago e fechou o dia com os melhores preços em uma semana. As notícias sobre a demanda, mais uma vez, esteve no foco principal dos investidores e, ao longo do dia, as cotações chegaram a subir mais de 20 pontos. No fechamento, porém, os ganhos foram mais modestos. O vencimento novembro/14, referência para a safra norte-americana ficou em US$ 10,84 por bushel, enquanto o março/15 terminou o dia valendo US$ 10,97.

No mercado brasileiro, os preços no mercado físico também avançaram em importantes praças de comercialização e nos portos. Ainda assim, o ritmo dos negócios continua lento e o mercado caminha a passos lentos. Nem mesmo a alta do dólar - de 0,05% com um fechamento a R$ 2,22 - e os altos prêmios estimularam novas vendas e os produtores esperam momentos ainda melhores para comercializar.

"Não há pressão de oferta no físico", disse o analista de mercado Vlamir Brandalizze. "O mercado reverteu e agora está olhando para cima. Porém, ele segue aquela lógica financeira e pode passar por alguma realização de lucros depois dessas altas de mais de 20 pontos que tivemos nessa sessão", completou. No porto de Paranaguá, a soja disponível subiu 1,52% para R$ 67,00 por saca, mesmo preço do porto de Rio Grande, e o produto da safra nova registrou alta de 3,45%, ou R$ 2,00 batendo nos R$ 60,00.

Demanda
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou, nesta quinta-feira (24), seu relatório semanal de vendas para exportação com números referentes à semana que se encerrou em 17 de julho e os dados vieram bastante positivos para o mercado.

As vendas da safra 2013/14 vieram em 226,7 mil toneladas, dentro das expectativas do mercado que variavam de 90 mil a 320 mil toneladas. No entanto, as exportações da safra nova somaram 2451,1 milhões de toneladas, contra 561 mil da semana anterior, e ficaram muito acima do que era projetado pelo mercado, algo entre 1,2 milhão e 1,45 milhão de toneladas. Os números para o farelo e o óleo de soja também foram bons.

Os preços mais atrativos da soja, que atingiram os menores níveis em quatro anos na CBOT, estimularam a volta dos compradores, principalmente entre os fundos de investimento, que recompraram boa parte de suas posições no mercado futuro americano.

Clima nos EUA
Além disso, segundo explicam analistas, os especuladores e investidores apostam em um mês de agosto de clima não tão favorável para as lavouras no Meio-Oeste americano, com previsões de chuvas um pouco mais limitadas e temperaturas ligeiramente mais altas, quadro que, ao persistir, poderia comprometer o potencial produtivo da nova safra americana.

De acordo com informações do Commodity Weather Group, um tempo mais seco já deixa 15% das áreas de produtivas do Meio-Oeste com um potencial stress . "Nós precisamos de chuvas para encher as vagens", disse um analista internacional à agência Bloomberg.

Entretanto, alguns novos mapas meteorológicos divulgados hoje pelo Commodity Weather Group mostrou que, em agosto, o tempo deve ser favorável ao desenvolvimento das safras. Os mapas vieram mostrando que no próximo mês as temperaturas deverão ser favoráveis ao desenvolvimento das plantas, além de chuvas bem distribuídas e com bons volumes para onde se esperavam dias mais quentes e secos. Em agosto, as lavouras norte-americanas entram e sua fase de formação de vagens e enchimento de grãos, momento determinante para a definição da safra do país.

Fonte: Notícias Agrícolas, escrita por Carla Mendes