Venda da soja em MT atinge 58% de safra que ainda será plantada

Imagem retirada de http://www.ufpe.br/restaurante/index.php?option=com_content&view=article&id=335:os-beneficios-da-soja-na-alimentacao&catid=33:incentivo&Itemid=270 Imagem retirada de http://www.ufpe.br/restaurante/index.php?option=com_content&view=article&id=335:os-beneficios-da-soja-na-alimentacao&catid=33:incentivo&Itemid=270

29/08/2012

A comercialização da safra 12/13 de soja em Mato Grosso alcançou 58,6% das 24,1 milhões de toneladas estimadas para o próximo ano. O percentual é considerado recorde para o período, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). No mesmo período do ano passado a comercialização da safra alcançava 33,1%, representando um avanço de 25,6 pontos percentuais entre as vendas da safra 2012-13 frente a 2011/12.

Em volume, produtores já comprometeram 14,1 milhões de toneladas da safra que ainda será colhida em 2013, comprometimento considerado recorde para o período.

"Esse aumento se deve principalmente aos preços, que estimularam o produtor a vender a soja mais rápido. Estão aproveitando também para fazer caixa e arcar com os custos de produção", ressaltou o analista de mercado do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleber Noronha.

A maior média de preço na temporada foi de R$ 49,90/saca, sendo que em agosto a oleaginosa alcançou o valor de R$ 47,47/saca.

Na última semana o valor médio da saca de 60 kg no estado chegou a R$70,61/saca, registrando o menor preço em Canarana (R$68,70/saca) e o mais alto em Rondonópolis (R$ 73,14/saca).

Agora os produtores esperam o fim do vazio sanitário, no dia 15 de setembro, para darem início à semeadura da leguminosa. Ainda conforme o especialista, expectativa para que a época de chuvas inicie de maneira antecipada, beneficiando as lavouras.

"Muitos produtores estão preparados, pois a meteorologia já prevê uma antecipação do período chuvoso, condicionado pelo El Niño. Então a chuva que ocorreria mais para o fim de setembro deve acontecer antes ", afirmou Cleber Noronha.

Fonte: Agrodebate